Mais um!!!!

Para não perder o ritmo vamos a mais um exercício!

Mas, antes, uma brevíssima explicação da matéria.

Manchete:

Chamadas

Agora, sim, vamos ao exercício

Partindo das seguintes chamadas - e baseado na aula - crie uma manchete.

O PFL e o PSDB ameaçam entrar na Justiça para derrubar a medida provisória que dá status de ministro de Estado e foro privilegiado em caso de processo para o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

 

O Ministério Público de MG denunciou 17 pessoas suspeitas de abusar sexualmente de crianças e adolescentes em Caxambu. Cinco meninas com idades entre 11 e 14 anos foram ouvidas e revelaram ter feito programas sexuais em troca de dinheiro, pequenos presentes e alimentos.

 

A Polícia Federal realiza desde o final da tarde de ontem uma megaoperação contra doleiros em pelo menos sete Estados brasileiros. Os policiais cumprem 215 mandados de busca e apreensão.

 

O técnico Carlos Alberto Parreira convocou 23 jogadores para os jogos contra Bolívia e Alemanha, em setembro. Ele excluiu os atletas do Milan e do Bayern de Munique, mas chamou o santista Robinho.

 

O número de alunos no ensino médio cresceu 5,4 vezes mais na área rural do que na urbana entre 1999 e 2003. Mesmo com o crescimento, essa área corresponde a 1,8% do total de matrículas. Os dados foram divulgados pelo Inep (instituto de pesquisas do Ministério da Educação).

Agora, partindo das manchetes, crie as chamadas

Schumacher bate recorde, e Ferrari conquista título de construtores

 

Sobe para 14 o número de mortos pelo furacão Charley nos EUA

 

Telefone fica 4,3% mais caro em setembro e sobe de novo em novembro

 

Desemprego entre jovens cresceu 26% na década, diz OIT

Inflação cai para 0,59% em SP com liquidações de roupas, diz Fipe

Começo a corrigir este trabalho na próxima terça-feira (24/08).

:: Postado por Regina de Oliveira às 22h34
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Cadê????

Não encontrei o texto do Zé Luiz

 e não consegui entrar no Blog do Marquinhos!!!!

Vamos acordar, moçada!

:: Postado por Regina de Oliveira às 17h14
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Comentário de comentários

Galera do 2 Jor. Como todo esse blog é destinado as nossas aulas, precisamos deixar claro uma coisa: os comentários de vocês aos textos dos colegas. Vamos contextualizar, ou melhor, começar tudo de novo. Foi dito em sala de aula que os comentários, assim como os textos valeriam ponto, certo? Foi dito também, que só seriam avaliados os comentários "inteligentes", lembram?

Ao ler o comentário de vocês, me assustei! Muito inteligentes, até. Até demais!!! Mas a idéia não é comentar a matéria utilizada como base. A idéia é comentar o texto do colega!!!! Então, coisas do tipo: "Eu acho que o Diogo Mainardi está errado e é preconceituoso ao afirmar que nossos atletas não estão preparados" não serão aceitos como comentário! Se vocês quiserem comentar o ocorrido, ótimo, desde que comentem, também, o exercício do colega.

Ficamos bem entendidos?

Comentem! e qualquer dúvida, estou por aqui. 

:: Postado por Regina de Oliveira às 17h12
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Anatomia da Notícia

Vocês se lembram do Pi, não é?  Pi, geralmente representado pela letra grega, é o nome que os designers (nome chique para diagramadores) dão aquele quadradinho que se coloca no final das matérias de revistas para avisar que a reportagem acabou, evitando, assim, a frustração do leitos de virar a página na expectativa de que há mais para ler. Esta aula, quer tratar da estrutura básica de um texto jornalístico, começou pelo final, para lembrar bem de que o final de uma matéria (chamado fecho ou pé) é muito importante, às vezes tanto quanto o lide. Acredito que o ícone no final da matéria deveria ser considerado redundante ou até inútil, pois o ideal seria que o jornalista desse um "fim ao fim" de sua matéria, não apenas um ponto final. 


 

Mas vamos ao resumão.
 
Lide(cabeça) - Corpo - Fecho (Pé)

O lide

O Corpo

O Pé

Quero usar uma frase bem legal do jornalista e dramaturgo austríaco, Karl Krauss, para terminar esse resumão:

"Nenhuma idéia e a capacidade de expressá-la. Isso é um jornalista."

 

:: Postado por Regina de Oliveira às 14h07
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Até Segunda

Beleza, começamos a trabalhar e já temos o que blogar. O primeiro exercício é analisar um texto publicado na imprensa, quanto a sua intertextualidade. Temos de lembrar que a intertextualidade tem tudo a ver com o repertório do jornalista e o que ele quer transmitir ao seu público. Sua experiência de vida, sua experiência literária devem estar presentes no seu texto. Por isso, temos até segunda-feira (9) para encontrar um texto bem legal, em que o jornalista soube utilizar dessas experiências e falar contigo (leitor).

Um bom trabalho e até lá.

:: Postado por Regina de Oliveira às 22h08
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A mão que segura a pena

Existe um ditado que diz que a "mão que balança o berço governa o mundo". Foi daí que saiu o título do filme. E é dessa idéia que eu pensei todo esse texto. A mão que segura a pena, que escreve a história do mundo por meio da imprensa, governa, desgoverna, pensa e muda parâmetros. Muda caminhos. A partir de hoje (27/07) começamos a utilizar essa ferramenta extraordinária (Internet) em sala de aula. A maior parte dos links ao lado pertence aos alunos do segundo semestre de jornalismo das Faculdades Campo Real (Guarapuava/PR). Hoje, eles começam uma nova jornada de navegação, de respiração. A mão que segura a pena (e que domina o teclado), dominará o mundo. Sejam todos bem vindos.

:: Postado por Regina de Oliveira às 22h23
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Galera Desblogada

Pois é... eu tô voltando pra Avauparaug, voltando pra Faculdade... na verdade, acho que nunca saí... e tem uma galera que num tá acreditando que a gente vai mexer com esse trubisco o tempo todo nesse semestre. Traduzindo: alguns alunos ainda não perceberam a seriedade do nosso trabalho com uma das ferramentas mais interativas da Rede Mundial de Computadores (Internet) - o Blog.

Pra essa galera desblogada, fica meu 'toque': já construam o seu blog, já vão mexendo pra num chegar na hora e 'neguinho' ficar mais perdido que cachorro em dia de mudança. Nominando: Jonas (que já deveria estar com o blog faz tempo), Simone (a ruiva - Entra no ar, guria!), Simone (a de Laranjeiras - decepção pura), Marcelo(acredito que esse já tenha, mas está se escondendo atras de um pseudônimo), Vanuza (vc está aí???), Natália(qdo vc conseguir parar quieta, a gente conversa ), Marquinhos (sem comentários), e Sérgio (até tu, Brutus???). Não sei se esqueci alguém... Mas, enfim... Se alguém quiser criar o blog antes de começarem as aular, e tiver alguma dificuldade, dá um grito, que a gente ajuda.

Vamos "se expertá", moçada e começar a 'respirar'...

:: Postado por Regina de Oliveira às 01h41
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A Great Idea

É grande, mas não é minha. Quem dá uma zappeada pelos blogs da galera da Campo Real, já parou - e leu - os excelentes artigos que circulam no blog do Jorge Teles (http://jorgeteles.zip.net). Pois é, um dos últimos textos (O efêmero almeja permanência) trata de livros sobre blogs e livros que estão sendo editados a partir de textos de blogs. Daí, eu fiz um comentário que deu início a minha idéia! e o comentário do Ricardo deu continuidade a essa idéia... quer dizer, acredito que a idéia é mais do Ricardo do que minha . O comentário foi o seguinte:

Ricardo Novis]
Isso mostra a necessidade que as pessoas tem de expressar seu pensamentos e se fazerem ouvir. Os blogs são um incentivador às pessoas que têm conteúdo, mas não a forma de externalizá-los. É boa a idéia da Regina. Quem sabe no próximo semestre sai uma edição de " A Real dos Blogs"? Eu ajudo, e vc Teles?

Pirei quando li o comentário do Ricardo!!!! Na verdade, eu não sei a que idéia minha que ele se referiu, mas já que ele se dispõe a ajudar, vou abusar . Ainda não desenvolvi direito a coisa, mas acho que pode ser mais ou menos assim: nesse semestre, vamos usar os blogs para os textos da disciplina de Redação Jornalística II, como já expliquei pra vocês. E, por que não selecionar os melhores textos do semestre, pra no final do período lançar um jornal, revita, folhetim, enfim, algo impresso... pra guardar pra posteridade, pra mostrar pros amigos do serviço, pra gritar pro mundo, enfim, PRA RESPIRAR LIBERDADE!!!! (Uau! me empolguei!).

Galera, falem comigo!!!! comentem, dêem idéias, acrescentem!!! Aguardo vocês.

:: Postado por Regina de Oliveira às 00h32
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Férias

Me permiti tirar férias...bem, se é que isso pode ser chamado de férias. Estou em Sampa, na casa da mãe, sem marido e com seis livros pra ler. É lóóóógico que não vou conseguir ler todos, mas vou tentar. O barato é que entre uma leitura obrigatória e outra, acabei de ler o "Abusados", do Caco Barcelos. Um baita livro (em todos os sentidos). Bem, depois de amenidades, vamos às notícias: Quem quiser dar uma adiantada na matéria de Redação Jornalística do segundo semestre, pode começar a ler alguma coisa. Os livros da Cremilda Medina, por exemplo são uma boa pedida para o momento. Fazer uma leitura comparada também é uma boa. Pegue uma notícia no no jornal e compare a mesma notícia em outro jornal ou revista, ou até mesmo na TV. A gente vai fazer isso direto no segundo semestre.

Pra finalizar, os novos bloggeiros - José Luiz, Simone Lima e Eliton - já têm os endereços logo alí, na coluna da esquerda. Agora é só atualizar, né, galera. Vou estar sempre por aqui, com muita chuva, muito frio e "descansandinho" pra voltar a mil por hora.

:: Postado por Regina de Oliveira às 00h20
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Apuração - Fonte Secundária

Como não deu tempo de vermos as fontes em uma só aula, eu também as separei no resumão.

Esse, então, trata da fonte secundária. Fontes secundárias são, em essência, informações de segunda mão, portanto editadas e, freqüentemente, interpretadas. Para o jornalista, a fonte secundária são livros, sites e outros materiais de consulta, como o próprio arquivo do jornal. São também fontes secundárias pessoas que disponham de amplo conhecimento sobre um determinado tema.

Uma conclusão que se pode tirar é que, para o jornalista, não existe notícia com novidade se for com base apenas em fontes secundárias. As fontes secundárias servem, acima de tudo, para contextualizar e confirmar informações. A notícia (os jornais, revistas) são uma fonte secundária para historiadores e para a opinião pública em geral. O jornalista, por extensão, é um intérprete de informações primárias, já que o público não tem acesso ou, se tem, não consegue compreender sem auxílio a fonte primária. Um relatório do Congresso, por exemplo, é uma fonte primária. O que sai no jornal no dia seguinte sobre ele é uma fonte secundária. O repertório do jornalista pode ser considerado também uma modalidade de fonte secundária. Independentemente de sua classificação, no entanto, ele é decisivo na qualidade final de um texto jornalístico.

Tipos de Fontes Secundárias: a) Especialistas: Pessoas ou instituições capazes de analisar, interpretar e corroborar um fato. b) Testemunhas e personagens: Narradores sem confiabilidade comprovada, mas que presenciaram o fato a ser narrado. c) Assessores de imprensa: Jornalistas com a função de divulgar um determinado ponto de vista ou informação. É preciso ter em mente que todos os exemplos citados até agora podem ter exceções. Um site, por exemplo, pode ser uma fonte primária (basta conter informações de primeira mão de fonte oficial, p.ex., o censo do IBGE). Um assessor de imprensa também pode ser uma fonte primária (basta que ele seja o porta-voz de uma notícia oficial, p.ex., o anúncio da morte do presidente Tancredo Neves).

Atribuição: On: A fonte deve assumir a responsabilidade pelas informações que presta. Off: A fonte deve ser protegida se correr riscos, mas só se a informação proteger o público. Do inglês, as expressões "on the record" e off the record" foram resumidas em português para "on" e "off". Informação em on é aquela atribuída a uma fonte identificada claramente (nome, sobrenome e função ou cargo). Em off é a informação que é dada, mas com a identidade da fonte mantida em segredo. Trata-se de uma das questões mais polêmicas do jornalismo, porque muitas vezes a ocultação da fonte pode favorecer algum determinado setor ou pessoa e prejudicar outras. A ética deveria ser o parâmetro ideal para balizar essa atitude, mas mesmo assim a questão é complexa no dia-a-dia do jornalismo. Parece até que os próprios jornalistas não sabem definir as expressões, muito menos os seus limites.

:: Postado por Regina de Oliveira às 12h39
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Apuração - Fonte Primária

Essa é a segunda aula sobre produção de notícia, que é composta por Pauta, Apuração, Redação e Edição. É difícil dizer qual a mais importante, mas não há dúvida de que a única indispensável de todas é esta. É nela que está a alma do jornalismo – a reportagem.

Observação, Entrevista e Pesquisa: Essa é uma recapitulação da Pauta. Esses três itens se referem essencialmente à etapa de apuração. Para que uma matéria fique boa, é indispensável que o repórter recorra, em maior ou menor grau, a esses instrumentos. De todos, a observação é o único que não tem relação com a fonte. Para esta aula, são importantes a entrevista e s pesquisa.

Fontes Primárias: são registros originais criados após os fatos narrados ou descritos. Podem ser documentos, cartas, manuscritos, fotos, vídeos e objetos – e entrevistas. Elas são a matéria-prima para interpretar um determinado fato, histórico ou não. No jornalismo, são as pessoas ou órgãos que fornecem informações de primeira mão, sem intermediários e, geralmente, únicas. As fontes primárias são a parte mais importante do jornalismo diário, que trabalha com a novidade como seu principal elemento de valorização da notícia.

Tipos de Fontes Primárias: a) Oficiais: Instituições ou órgãos investidos de poder ou autoridade sobre um tema ou setor. b) Oficiosas: Pessoas ligadas a essas instituições, mas sem autorização para falar em nome delas. c) Independentes: Instituições sem interesse direto no tema ou setor, mas com conhecimentos sobre eles.

As fontes passam, sempre, por uma peneira intangível, que é a da confiança. Há fontes mais ou menos confiáveis, mas isso não é algo que se possa medir. Você só descobre o grau de confiança da fonte quando ela é testada.

Cruzamento de informações: por precaução ou por falta de confiança nas fontes, é recomendável "cruzar as informações", um jargão da profissão que significa confirmar as informações ouvindo duas a três fontes diferentes (oficiais, oficiosas e independentes), sem relação entre si.

Exercício: Em uma pauta sobre o feriado do Corpus Christi, a quais fontes (oficiais, oficiosas e independentes), você mandaria seu repórter? Cite uma fonte de cada tipo.

:: Postado por Regina de Oliveira às 12h37
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Pauta

Bem, nesse momento acredito que seja hora começar a fazer com que esse Blog se torne realmente útil para os alunos do curso de jornalismo das Faculdades Campo Real. Para isso, estou passando um "resumão" das últimas aulas. Vale ressaltar, aos faltosos e aqueles que ficam a cassar borboletas em sala de aula (viajando), que esses "resumões" não substituem as aulas, mesmo porque faltam os exemplos citados na hora (criativérrimos), as piadas (sem-gracérrimas), fora os gizes voadores. Para ser breve, vou fazer em forma de tópicos (só pra lembrar mesmo) e qualquer dúvida, me escrevam, comentem!

Bem, começamos falando que a produção da notícia é composta por: Pauta, Apuração, Redação e Edição.

Pauta:Pauta é um roteiro para orientar o jornalista na apuração, redação e, às vezes, até na edição de uma matéria. A pauta pode ser de um jornal ou publicação inteira, de uma editoria ou seção, de uma cobertura especial e de uma reportagem específica. Ela não tem um tamanho definido, mas pode até ser maior que a própria matéria que vai ser gerada. O importante é que ela seja clara e não gere mal-entendidos. Muitos jornalistas costumam tratar a pauta como se ela fosse uma burocracia inútil. Ansiosa, a maioria quer logo começar a apurar e escrever e, por falta de conhecimento, não aprende que a boa pauta facilita o trabalho de apuração e redação. Só fazendo para entender.

Defesa de Tese: Uma boa pauta tem como ponto de partida uma tese, algo que explique por que aquele assunto merece ser abordado agora e não daqui a um ano. É muito comum o erro de achar que um tema é uma pauta em si. "Vamos fazer uma matéria sobre a violência". Isso é um tema, não uma pauta. Os temas são sempre muito amplos e sempre já foram abordados por alguma publicação. Além disso, os temas costumam ser pobres na sua essência. Para que o leitor, portanto, não fique com aquela sensação de "eu já li sobre isso", é preciso que a matéria tenha uma tese, isto é, um ponto de vista, um raciocínio que faça o leitor pensar: "Nossa, não sabia disso" ou "Pô, não imaginava isso".Dizer que uma reportagem deve ter uma tese não deve ser confundido com a idéia de que ela deva ser opinativa ou interpretativa. Trata-se apenas de um recurso retórico: é preciso ter um ponto por onde começar a história e a escolha desse ponto (lide) já conduz o leitor a um determinado raciocínio.O que essa tese não pode é ser baseada na opinião do jornalista. Eticamente, ele deve levantar informações que confirmem ou não sua tese inicial. E isso é um trabalho da apuração que deve ser orientada na pauta.

A abordagem: A tese da matéria vai ajudar a definir o enfoque, ou seja, de que ângulo o tema vai ser abordado. Não confunda a tese com o enfoque. A tese tem um ponto de vista. O enfoque é de que ângulo aquele ponto de vista vai ser encarado. Todo assunto pode ser abordado de diversos ângulos. Escolher o ideal é imprescindível para que a matéria seja lida. Exemplo: numa dada reportagem sobre o roubo de toca CDs em carros em frente a Campo Real (apenas um tema), a tese da pauta pode ser: "jovens de classe média estão assaltando para comprar drogas". Ou seja, o jornalista parte da hipótese, que vai ser testada na apuração, de que os jovens de poder aquisitivo médio e alto estão entrando no crime para sustentar seu vício. Já o enfoque seria algo a forma abordar o assunto. Pode ser do ponto de vista policial, mostrando números desse fenômeno, sem entrar nos possíveis porquês. Pode ser educacional, tentando mostrar as falhas na formação e na educação estão levando os jovens ao crime.

Foco no leitor: O foco da reportagem deve ser do ponto de vista do leitor:Novidade,Proximidade, Imprevisibilidade, Originalidade,Oportunidade e Importância.

Expectativa: A escolha da tese e do enfoque deve ser feita sempre pensando no público, em quem vai ler. Antes de entregar sua pauta, é preciso levantar algumas informações preliminares que ajudem a fundamentar as idéias que norteiam a pauta. A boa pauta, portanto, não parte apenas de suposições.

O roteiro: Com base na tese fundamentada, o passo seguinte é dizer ao "leitor" (editor, repórter) o que deve ser feito para checar a tese e desenvolvê-la. Basicamente, o roteiro deve levar em conta três aspectos:

Observação: A pauta deve dizer ao repórter o que deve ser observado. Toda reportagem deve ter o olhar do repórter. (Matérias feitas totalmente pelo telefone perdem muita qualidade. Pesquisas já provaram que a maior parte da comunicação entre pessoas se dá por signos não verbais. O telefone, portanto, pode ser inimigo do jornalismo.)

Entrevista: Poucas reportagens podem prescindir das pessoas. Por isso, a pauta deve dizer quem deve ser entrevistado e que tipo de pergunta deve ser feita. (A pauta não precisa, necessariamente, dar nomes de possíveis entrevistados nem especificar as perguntas. É mais útil ser genérico e dizer o que se pretende obter das entrevistas para comprovar, ou até mudar, a tese proposta pela pauta.)

Pesquisa: O texto jornalístico deve contextualizar a informação. A pesquisa é um dos recursos que permitem ao jornalista fundamentar sua tese e aprender mais sobre o tema. (A necessidade da pesquisa é a prova de que o jornalista nada sabe e não tem a obrigação de saber. Sua tarefa é aprender e retransmitir. A pesquisa serve para dar subsídios ao jornalista para que as novas informações (a notícia) não fiquem soltas. Todo fato faz um determinado sentido de acordo com o contexto em que ele está inserido)

Exercício: Criar uma pauta a partir dos temas:

  1. Feriado de Corpus Christi
  2. Doenças do inverno
  3. Acidente de trânsito em determinado ponto da cidade
  4. Campanhas beneficentes nessa época do ano.

 

:: Postado por Regina de Oliveira às 00h56
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Seja Bem-vindo

Seja bem-vindo ao nosso primeiro respiro de liberdade. Chamo de "respiro de liberdade" toda a iniciativa livre e alternativa de se fazer jornalismo independente de impressões, custos, autorizações ou aceitações.
Esse site é dirigido por e para um grupo de alunos de uma faculdade particular no interior do Paraná e que quer, a partir de já, a partir de sempre, mostrar que pensa e existe.
E respira.
Essa iniciativa pode não ser novidade, mas é imprevisível, é original, é oportuna, é importante.
Esperamos que você, leitor, fique conosco até onde pudermos ir juntos. Pois é prá você, leitor, que vivemos, escrevemos, estudamos, pensamos... respiramos.
Seja bem-vindo e boa leitura.

:: Postado por Regina de Oliveira às 15h08
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